Ponte Alfonso Altrak: Reforma deve atrasar 15 dias, e nova estrutura de concreto depende de verba estadual
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Foto: CVJ / Divulgação -
Enquanto moradores aguardam a reabertura da ponte de madeira, Joinville ainda negocia recursos para construção de uma nova ponte definitiva
Moradores, agricultores e trabalhadores que utilizam a ponte Alfonso Altrak, conhecida como ponte coberta, na estrada Blumenau, na zona rural de Joinville, terão que esperar mais 15 dias para a conclusão da reforma emergencial da estrutura. A ponte de madeira foi interditada há um mês, após a queda de uma das vigas de sustentação.
A informação foi confirmada nesta segunda-feira (24) pelo diretor executivo da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), Paulo Mendes Castro, durante reunião da Comissão de Economia da Câmara Municipal. Além da reforma temporária, Castro também destacou que a substituição da ponte por uma nova estrutura de concreto pode levar até 12 meses, dependendo da liberação de R$ 6 milhões do governo estadual.
A Prefeitura ainda negocia o convênio para o repasse da verba, e Castro pediu apoio dos vereadores para cobrar a efetivação do acordo com o governo estadual. Outro entrave para a obra é a necessidade de desapropriação de um imóvel no traçado da nova ponte, o que atrasou o início das obras, inicialmente previstas para 2024.
Uma ponte histórica e a busca por uma solução definitiva
A ponte Alfonso Altrak tem uma longa história, com diferentes versões construídas ao longo dos séculos. A primeira estrutura foi erguida em 1866, mas destruída por uma enchente poucos anos depois. Desde então, diversas reconstruções ocorreram, incluindo uma versão em estilo enxaimel em 1936, que permaneceu por mais tempo e foi tombada como patrimônio em 2005.
No entanto, a fragilidade da madeira fez com que a ponte fosse parcialmente destruída por chuvas e vendavais em 2009, 2010 e 2015. A comunidade da região passou a reivindicar uma estrutura mais duradoura, levando à decisão de construir a nova ponte de concreto.
Nova ponte: mais resistente e moderna
Além de ser feita em concreto, a nova ponte não terá pilar no vão central, contará com pista dupla e calçadas e suportará até 45 toneladas, garantindo maior segurança e fluidez no tráfego da região. Apesar da mudança estrutural, o projeto prevê a manutenção da memória histórica da ponte coberta, incluindo um totem informativo e elementos arquitetônicos que remetem à antiga estrutura.

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